quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Belleza Escondida

"Burlarnos de lo que no comprendemos y apedrear, sin darnos cuenta, lo que nos duele suele ser habitual. Quizás por miedo a ver la vida tal y como es:




Mirar siempre más allá, supone un mínimo esfuerzo en comparación con lo que nos podemos encontrar. Supone encontrarnos con la mentira que aparecerá como realidad, una realidad que parecerá mentira. Supondrá conocer de verdad y comprender profundamente las locuras-debilidades de los demás, la respuesta a la pregunta aparentemente superficial, en definitiva nuestra débil locura nos puede hacer insensibles a lo que tiene una vida que descartamos por distinta. Rechazar a la primera es muy fácil, saber ver la belleza de unas manos limpias no tiene ningún merito..."

em Alboradas por Adela Sánchez


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Amar à Primeira

Há uma coisa pela qual anseio...


NUDEZ...

Anseio pela NUDEZ do mundo... anseio pela minha própria NUDEZ...

Algo maravilhoso acontece quando alguém se depara com a NUDEZ de alguém...

Algo muito nosso acontece quando mostramos a nossa NUDEZ a alguém que nos presenteia com a sua própria NUDEZ...

Confiança MÚTUA...

Nada a esconder... tudo é nosso, tudo é NATURAL...
Saber que não se precisa de protecções...
Saber que se pode SER, sem ter de armadilhar caminhos...

A nossa NUDEZ faz-nos amar alguém "à primeira"...
A nossa NUDEZ faz-nos viver "em directo" e directamente com a realidade e em relação com os outros...

A nossa NUDEZ mostra aquilo que somos, aquilo que temos...
E se acreditarmos que somos feitos de Amor, então temos algo muito belo a mostrar...

Na minha cabeça tem pairado há já bastante tempo a palavra NUDEZ...

A beleza que existe em estarmos a descoberto para o outro com a única preocupação de se deixar SER... ser assim tal e qual como se é...

Sem preocupações em tentar disfarçar...
Sem preocupações em tentar esconder aquele lado mau ou que menos gostamos de ver em nós...

Apenas assim... porque sim... porque faz parte...
Porque EU SOU ASSIM e deixo a descoberto todos os meus dons e até mesmo aquelas pontas que ainda estão por afiar...

Porque FAZ PARTE... (teimo)

A NUDEZ não me prende os instintos...

Ao mesmo tempo, a NUDEZ não me obriga a ser mau, mas a saber da existência do mal e a colocar a descoberto aquilo a que preciso que seja dada menos importância...
A NUDEZ faz-me olhar para o PECADO como RECRIAÇÃO... e tira-lhe todos os "bichinhos"...

A NUDEZ não me faz perder tempo em jogos e em descobrir formas de conseguir ter o que quero...
A NUDEZ leva-me à verdade das relações e a receber dos outros, porque sou assim...

Perante a NUDEZ de alguém não é complicado...
As malhas em que nos metemos é que nos atrapalham e tornam tudo bem mais difícil...



A NUDEZ faz-me AMAR (aquele AMAR a sério)...


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vou tentar outra vez...

E assim começamos a semana...
Uma boa semana para todos!
Temos de nos apaixonar todos outra vez!



Um deste dias vou poder
apaixonar-me outra vez
sem me importar de saber
se vai durar um ano ou um mês

Correr e saltar num dia
depois não dormir tranquilo
pensar que o amor é isto
e descobrir que afinal é aquilo

Já não há canções de amor
como havia antigamente
já não há canções de amor

Um destes dias vou ser capaz
de encontrar a felicidade
avançar em marcha atrás
ir de verdade em verdade

Dizer que o amor é aquilo
que ontem estava descoberto
e ver que o fim duma paixão
espreita sempre um deserto

Já não há canções de amor
por não haver quem acredite
já não há canções de amor
por não haver quem acredite

E vós almas tão ingénuas
cujo amor não tem saída
que buscais nas tolas canções
o açúcar que adoça a vida

Não percebeis que é o engano
que prova que há uma chance
acertar à primeira não é humano
é a essência do romance

Já não há canções de amor
como havia antigamente
já não há canções de amor
vou investigar o caso
com o máximo rigor
tirar a limpo a verdade
que há nas canções de amor
vou saber se ainda é possível
escrever canções de amor


domingo, 12 de setembro de 2010

(Im)pulso...

"Nunca nos devemos arrastar quando sentimos um impulso para voar"
Helen Keller



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Era uma menina...

Tinha agora o coração frio, duro e sem pulsação, tal e qual um morto!...
Em tempos passados chamava-se de sonhadora e lutava para que outros acreditassem também nos seus sonhos. Revoltava-se, até, com quem chamava de tolice e ignorantes aos seus próprios sonhos. Não entendia, porque compreendia e via bem claro como tudo era possível e por isso bonito...

Agora, está deitada sobre a face da terra, sem movimento, sem expirar nem inspirar nenhuma partícula do ar.
Perdeu o gosto em respirar. Respirar é viver. Perdeu o gosto em viver.
A menina prendeu-se nos sonhos, mas nunca acreditou muito no seu coração.
Sempre o achou pequenino e desengonçado. Construiu-se assim... frágil.
Era muito mimada e nunca soube guardar decentemente um mimo para depois o partilhar.
Dizia-se muita coisa. Dizia-se tímida, dizia-se envergonhada, dizia-se incapaz. E assim foi-se dizendo e escondendo, num in no qual dizia acreditar.

Agora, diz-se incapaz de amar. Tola ela, mas é assim que se sente. Revoltada e tola.
Não sabe amar porque não acredita. Não acredita nos outros, não acredita nela mesma.
Os outros parecem-lhe feios, arrogantes e orgulhosos.
O coração dela está feio, arrogante e orgulhoso.
Passou do criticar ao julgar, passou do dar ao tirar...
Parece uma peça velha à espera de ser comprada numa feira de velharias qualquer.

O coração está encorrilhado. Falta-lhe o calor para suavizar...
E o calor voltará quando a menina aprender tudo de novo.
O calor voltará quando a menina decidir.
Voltará quando existir encanto pelo mundo, quando sorrir porque o coração lhe está a fazer cócegas, quando olhar para ela e vir algo de bonito. Ele estará presente quando a menina acreditar que nunca vai encontrar todos os pedaços do seu coração para o recompor. Alguns partem-se, rasgam-se, outros simplesmente já nem encaixam, no entanto, o coração bate na mesma porque está lá o essencial. A menina precisa encontrar o essencial. O coração, esse, recompor-se-á com pedaços, pedaços que a menina encontrará pelo seu caminho e pedaços vindos dos outros. A menina precisa acreditar nos pedaços dos outros...

Nesse dia, que um dia será Agora, a menina voltará a respirar, o peito começará a bater, o sorriso a esgaçar, os olhos a brilhar e as mãos e os braços a baterem contra o vento... e a menina voará...

Um dia será possível ver, como a menina rasga os céus e uma nuvem com a forma de acreditar...
Como é essa forma? Não sei, mas um dia a menina saberá...


sábado, 28 de agosto de 2010

Para mim, para ti...

...quero ser uma Boa Notícia!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Eppure sentire (ainda sinto)



"A um passo do possível
A um passo de Ti
Medo de decidir
Medo de mim

De tudo aquilo que não sei
De tudo aquilo que não tenho

Ainda sinto (que)
Nas flores entre o asfalto
Nos céus de cobalto tem

Ainda sinto (que)
Nos sonhos com um choro no fundo
Nos dias de silêncio tem

Algo de Ti
Tem algo de Ti"

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sem noção

"Quantas vezes julgas alguém
por julgar ter mais do que tem e não ter a noção de si,
tu não tens a noção de ti.
Quantas vezes queres e não tens,
tantas vezes tens e nem tens a noção do que tens aí.

Tu não tens a noção de ti e perdeste a noção de mim.
Tu não tens noção do que tens, de quem és, de quem sou para ti, tu perdeste a noção de quem gosta de ti.
Gosta de ti sem a noção do que o amor tem…

Tantas vezes penso que tens a noção e a fé nesses bens que deténs só porque enfim,
tu não tens a noção de mim.
Tantas vezes quis ter também e aprendi não dando ninguém, só meu que devolvi,
tu não tens a noção de mim e perdeste a noção de ti.
Tu não tens noção do que tens, de quem és de quem sou para ti,
tu perdeste a noção de quem gosta de ti...
Gosta de ti sem a noção de que o amor tem fim."



Sem nexo?!?


Como um barco...
A deixar-se embalar pela corrente...

O desconhecido...
Vontade de ter algo onde agarrar...

À descoberta...
Sozinha...

Medo...
Novo...

Mãos vazias...
Olhar cheio...

À procura da saída...
Ou será antes... da entrada...
Ou apenas, de mais uma passagem...

Desmembrada...

Por ai... à procura do Agora...

Que sentido?

Esperança?!?

Crise?

Caminho...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ser

À procura da VERDADE, daquilo que eu posso ser!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Especial


"Se não podes ser águia, nas altas nuvens,
sê passarinho brincalhão no vale.
Se não podes ser árvore,
sê cana sóbria e ágil.
Se não podes ser poderoso,
sê simples e bom,
alimentando de sorrisos e alegria os que a teu lado vivem.
A felicidade não chegará se não for a verdade que encontres naquilo que tu possas ser."



quarta-feira, 30 de junho de 2010

Grrrr...


Tenho vivido experiências fortes de encontro com os outros...
Têm sido experiências que têm exigido muito de mim, e que, às vezes, até chegam a custar, porque nem sempre estamos virados para os outros, há aqueles dias em que viramos tipo borboleta no seu casulo...

E é tão difícil aceitar o contraste, de chegar ao fim de um dia e "discutir-te", estar junto dos que te tratam formalmente...
Estou tão cansada e até magoada...
Estou com medo...

Eu acho que eles não sabem falar de ti, não podem saber...
Conseguem mesmo deixar-me com medo de falar e de chegar a dizer tais barbaridades sobre ti...

É nestes momentos que me apetece deixar as palavras e mostrar-te apenas, abrindo as mãos...
Mas depois também não tenho vontade de o fazer...

Perco a vontade de tudo...
Tiram-te todo o sabor...
E tu tens tanto...
Eu acho que tens, eu acredito que tens...

Caramba, porque é esse sabor que me faz mexer...
E estas coisas todas, pelo contrário, fazem-me querer ficar estática...

Sinto revolta...
Acho que é bom...
Eu SINTO, não estou morta...
Ainda não morri...

Oh Deus, sopra sobre mim e faz com que a Ruah me transforme...
Molda-me, faz-me de novo...

Faz com que ela me torne forte para desistir...
Que ela me torne forte para ser rebelde e desobediente...

Faz-me CAPAZ...
E transforma esta vontade de chorar em acções...

Despedaçada...
Pega em tudo partido e faz-me de novo... bondade... ao teu jeito...

É tudo gasto com as estruturas...
É tudo gasto com as leis dos homens...
É tudo gasto com tanta formalidade e formatação...

Põe-me de novo a caminho...
Faz-me querer voltar...

E obrigada por esta experiência dos últimos dias, de poder dar, de te poder mostrar, sem grandes explicações...
Obrigada pela experiência humana que acredito divinizada...

E obrigada pela senhora Helena, que partiu mas deixou comigo o seu olhar. Obrigada por ela sem saber ter partilhado comigo o seu rosto. Sem ter ouvido uma única palavra, guardo o olhar e tudo aquilo que o seu rosto falava.


E andamos nós afinal preocupados com o que?
Abre-me os olhos e põe-me a caminho...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Querer que vem de crer...

É tão bom ter amigos!
É tão bom ter quem nos queira e ter alguém para querer...
Não um querer de pose, mas um querer que diz:
"Quero que encontres o melhor de ti mesmo!"

É bom ter quem queira (creia) isto de nós mesmos!

domingo, 27 de junho de 2010

Mas quero voar, por favor...

Ele passou por mim e sorriu,
e a chuva parou de cair
O meu bairro feio tornou-se perfeito,
e o monte de entulho, um jardim
O charco inquinado voltou a ser lago
e o peixe ao contrário virou
Do esgoto empestado saiu perfumado
um rio de nenúfares em flor

Sou a mariposa, bela e airosa,
que pinta o mundo de cor-de-rosa
Eu sou um delírio do amor
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!

No metro, enlatados, corpos apertados
suspiram ao ver-me entrar
Sem pressas, que há tempo, dá gosto o momento
e tudo o mais pode esperar
O puto do cão com o seu acordeão
põe toda a gente a dançar
E baila o ladrão com o polícia pela mão
esvoaçam confétis no ar

Sou a mariposa, bela e airosa,
que pinta o mundo de cor-de-rosa
Eu sou um delírio do amor
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!

Há portas abertas e ruas cobertas
de enfeites de festas sem fim
E por todo o lado, ouvido e dançado,
o fado é cantado a rir
E aqueles que vejo, que abraço, que beijo
falam já meio a sonhar
Se o mundo deu nisto, e bastou um sorriso,
o que será se ele me falar?

Sou a mariposa, bela e airosa,
que pinta o mundo de cor-de-rosa
Eu sou um delírio do amor
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Por tudo...


"É por tudo o que em nós corre,
que se vive e que se morre!"

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Por aí...

"Crescemos a acreditar que o amor é uma coisa que nos acontece. Provavelmente até há quem morra a acreditar nisso. Eu não acredito. Acho que o amor é uma coisa que fazemos acontecer. Ou não. No caso do não, coitados dos que morrem a acreditar neste mito.
Na verdade, ainda bem que o amor é uma coisa que fazemos acontecer. Se não o fosse não tinha valor nenhum. Era o mesmo que encontrar um maço de notas no chão ou tirar o totoloto. Não é assim. Na verdade o amor dá uma trabalheira enorme. É uma trabalheira de que gostamos, mas ainda assim uma trabalheira.
Acho que os que adiam continuamente o amor são os que acham que ele é uma coisa que acontece per si, e que por isso têm sempre a esperança que lhes pode acontecer outra coisa ainda melhor: um primeiro prémio no totoloto ou no euromilhões. Não acontece. O amor é uma opção. Ponto final. Decidimos que vamos amar esta pessoa e pronto, trabalhamos para isso. Claro que para tomar essa decisão é melhor ter em conta vários aspectos. O principal é que essa pessoa esteja disposta a amar-nos também.
Era só isto. Por favor não esperem que o amor vos aconteça."

sábado, 12 de junho de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Esta nossa dança...


É bom poder "escolher Deus, antes que anoiteça"...
É bom poder ter esta oportunidade de escolher...
É bom ver e notar os amanheceres que ele faz surgir...

Como uma dança...
Em que com o tempo vamos aprendendo a saber dar os passos...
A conhecer a melodia que nos envolve...
A saber deixar-nos ir...

A alegria de uma dança...
A surpresa do momento...
O respirar renovado...

Um projecto, um olhar, um sentir, um viver...


terça-feira, 11 de maio de 2010

...


Temos um papel demasiadamente importante na vida (dos outros),
para nos darmos ao luxo de ser descuidados...
A importância do cuidar...


segunda-feira, 29 de março de 2010

Acerto


Por mais que fechemos os olhos e desejemos com toda a força que não aconteça, as coisas à nossa volta vão se desconcertando com o tempo...
Um relógio, de tempos a tempos, precisa de um acerto...
A vida, de tempos a tempos, precisa de um acerto...
Por mais que fujamos somos sempre apanhados...

A vida talvez seja um constante acerto (talvez por não sabermos ao certo o que é certo... talvez porque isso não traz nada de novo e de interessante...)
Talvez a parte boa de tudo isto, seja o facto de que nunca um acerto é igual a outro acerto...
E crescemos tanto com isso...

E aquelas vezes em que tocamos o céu de tanto que crescemos?
Talvez, agora, seja hora de um acerto...


domingo, 21 de março de 2010

Por Ti...


É tão bom sair à rua e encontrar-Te...
Nos olhos, nos sorrisos, nos gestos...
E em cada palavra que vai passando...

É tão bom saber-Te capaz de grandes coisas...
Saber-Te um dom...

É tão bom sair e esbarrar contra Ti...
Numa esquina, num cruzamento...
E ficar de coração escancarado por tal espanto...


É mesmo bom não ter de sair à rua e mesmo assim ser encontrado por Ti...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Talvez hoje me sinta assim...


"...à procura do futuro no avesso do passado
O tempo endurece qualquer armadura
E às vezes custa arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito
Que não deixam partir nem deixam chegar..."
Mafalda Veiga

segunda-feira, 1 de março de 2010

Favores em cadeia...


... ou antes, Graça...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

3 aninhos...

Hoje o blog festeja três aninhos de existência...
Acho que é a primeira vez que lhe dou os Parabéns...
Coitadinho, merecia um bocadinho de mais consideração...

Começou assim do nada... dum apenas, porque sim...
E agora aqui vai ele todo contente com mais de 100 postagens...


A navegar desde 2007


Deixo aqui este vídeo que acho engraçado e também para falar da Ni do blog Branco Escuro, para dizer que de vez em quando me lembro dela e das suas partilhas...




Também como forma de festejo, hoje, foi criado aqui do lado direito uma imagem como link de acesso ao blog Vida Silenciada, que já vai fazendo caminho desde Setembro do ano passado...


Aqui vamos em mais uma onda!!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

E muda tudo outra vez...


Por momentos pensei que me preparavas para estar longe da sociedade...
Pensei que moldavas o meu coração para ser ao teu jeito, mas longe das multidões...

Mas não...

Aos poucos vou entendendo que tornas o meu coração forte (o que é diferente de duro) para viver DENTRO da sociedade, ao teu jeito...
Convidas-me a trazer-te comigo para o centro desta realidade...
Troquei também o forte pelo duro e tornei o meu coração mais duro do que forte, por achar que assim remaria melhor...

Segredas-me para que esteja empenhada na sociedade, que seja feliz nesta realidade e que seja capaz de a contagiar com o teu amor, a partir de dentro, do centro, e não de fora, como eu muitas vezes imaginei...

É bom descobrir que não vieste para melhorar ou mudar o mundo, mas sim para criares um mundo novo...
Um mundo novo AQUI...
Ler-te assim é diferente...
E se te olharmos assim, muda tudo...

Dou-me conta de que, por muitas vezes, "fugir" da sociedade, agora custa mais à aceitá-la...
Sinto o coração fraquinho e à quebrar à primeira rajada de vento...
Tal casa que construiu os seus alicerces sobre a areia...

Já devia ter entendido que me querias forte e feliz NESTE mundo, e não noutro...
Pensava eu que iria viver a correr, a fugir e de costas voltadas?
Se calhar tornava-se mais fácil...

Parece que troquei os sonhos...
Troquei... e agora é bom ver a novidade a surgir, descobrir, ser capaz de avistar novos horizontes, ver que há mais...

Não me queres implicada na sociedade ... querer-me EMPENHADA na sociedade...
Porque tu não és senão em dinâmica...

Não faz sentido algum estar, se não estiver...


E bom também é saber que este teu querer, é livre...


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Porra!


Quando me lembro que te acrescentaram um apenas... dá-me um aperto...
Tudo muda quando te tiramos do lado dos sentimentos e te colocamos do lado de um projecto...
Quando te colocamos dentro de uma vida e te fazemos o lápis que nos desenha ou as mãos que nos moldam...
E nunca a direito como sempre imaginamos que fosse, mas de uma forma que nos faz experimentar(mo-nos), que nos vai fazendo com uma seriedade de braço dado a um sorriso e a uma enorme alegria...
E nós, sem saber como, e outras vezes tão conscientes, vamos passando ao lado, de um projecto feito de gente, de um projecto de "tamanho tamanho" que se faz do melhor de nós mesmos, e onde a vontade, o querer e a esperança são já pegadas no caminho (se não já caminho)...



(foi através do blog do "Mais um imundo no mundo impuro" que hoje comentou por aqui, que fui levada a esta imagem...)


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Eis a prova do crime!!!


O que eu fiz para ter um...


E acabei por comprar 4 por ficar mais barato...
Não se preocupem que não os comi todos, trouxe para casa e a famelga também provou deles...
Viva as saudades!!!



A panrico com este post e com o anterior vai ficar rica... x)



segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Saudade


É me difícil lembrar com clareza da minha infância...
Tenho ideia de momentos, sei de situações que num ou noutro momento os papás e familiares partilharam e de resto, pouco me lembro com clareza...

Guardo os momentos mais marcantes, por terem sido mais felizes ou menos felizes, sobrando apenas a lembrança por entre imagens baças...

São os momentos em que nada e tudo importa...
Quando vivemos a nossa infância somos felizes na simplicidade, choramos por termos de aprender e rimos pelo voo bailante de uma borboleta...

Tenho saudades de andar de baloiço...
Tenho saudades de usar o baloiço para tudo, menos para andar sentada... deitava-me, punha-me em pé e algumas vezes usava mesmo o estrado do baloiço para me empoleirar...
Sinto falta dessa altura em que não tinha medo de subir para o estrado de cima do baloiço, de me sentar ou de me pendurar de cabeça para baixo, que nem macaco...
Se calhar nem pensava mais de dois segundos: "E se cair?"... não me importava, queria apenas o momento e alegria de saber que o conseguia...

Nesta altura o medo é passageiro...
Sentimo-nos sempre protegidos por alguém...
Somos sempre os protegidos e acreditamos que o papão mais cedo ou mais tarde fugirá com medo de levar um tau-tau...

Tenho saudades de comer bollycaos ou bolas de berlim, de comer pão com marmelada e algumas vezes também com queijo e de beber leite achocolatado sem pensar em mais nada senão em comer e, no final de lambuzada, lamber os beiços...
Tenho saudades da minha lancheira, que umas vezes foi verde e outras vezes cor-de-rosa a imitar um "au-au"

Os Domingos de passeio...
Saudades dos Domingos em que com os manos e os papás, e às vezes com a vovó, íamos passear pelas cidades deste país...
Algumas tardes terminavam à beira da praia a ver as gaivotas pousar sobre a areia (animal que sempre me impôs respeito, com aquele olhar matador, eheheheh)...

Que saudades tenho do tempo em que me sentia livre por querer mais, ou por sonhar com algo...
Era criança, e era me dado esse direito desde nascença...
Parece que agora chegou a hora da devolução... agora, parece que já não me pertence.
E se algum dia me vêm a passear de mão dada com o sonho, dizem que o roubei, e que vivo contra as leis deste mundo...

Tenho saudades dos tempos em que me era dado o direito de acreditar que querendo, tudo era possível... saudades do tempo em que o querer era razão suficiente para conseguir...
Que contra o querer nada tinha maior autoridade...

E fica também a saudade dos tempos em que o vento batia na cara e sabia bem, assim, sem preocupações, assim, sem ombros carregados, assim, leve, muito leve...
Os tempos em que o tempo não contava e em que não tinha obrigações senão vontade...

Os tempos em que estando chuva ou vento, sol ou frio, eu me sentia livre, ainda que "presa" pelos pais...
Nessa altura, estive mais perto da liberdade, do que agora, em que mais livre dos pais, sou sufocada pelos braços de um mundo devorador...

E por hoje, despeço-me...
Na certeza de que a saudade é esperança do passado, que se projecta para o presente...
Na certeza de que a saudade é a aliança com o passado que me diz para continuar, porque virão tempos de maior saudade...

A saudade mantém-me criança...



Amanhã será dia de bollycao... e se passar por algum parque, vou andar de baloiço!!! :)


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Herrar


Felizes aqueles que erram...

Hoje, permite-me que diga assim...

Felizes aqueles que erram...
Felizes aqueles que não têm medo de tentar...
Felizes aqueles que têm a ousadia de fazer diferente...
Felizes aqueles que optam pelo arriscado...

Felizes porque não se limitam a fazer o já feito...
Felizes porque buscam boas notícias...
Felizes porque não se deixam absorver pela sociedade...



Temos tanto medo de errar...
Como se "herrar não fosse umano", como se errar não fizesse parte...
Como se errar não fosse permitido...

Para mim, viver não é ser perfeito e ficar no que se está, ser-se igual e fazer-se igual...
Para mim, viver é fazer, decidir fazer, e para se fazer, por vezes, é preciso errar...
Podemos decidir fazer da nossa vida um projecto, e um projecto faz-se de muitas folhas de rascunho.

E a liberdade está em descobrir-se que no errar está a descoberta do melhor...
Que nas folhas de rascunho estão os traços para algo melhor...

E só desejo uma coisa, que eu me permita a mim mesma sempre esta possibilidade de errar...
E que não tenha medo... mas, sim, a humildade de aceitar e de tirar o melhor proveito do "imprevisto"...



Se não aceitar os erros da vida, os meus erros, viverei como se estivesse sempre de castigo...

E sabes, a minha vida constrói-se na felicidade, também nesta medida...
Sou feliz quando me permito errar...
Quando me liberto e me permito sonhar e querer mais...
Quando digo, sim, quero ver até onde sou capaz, serei feliz se o conseguir, mas também se não o conseguir, ficando a ver apenas até onde consegui chegar...

domingo, 3 de janeiro de 2010

Imagine



Imagine

Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
E acima de você apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que lutar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Talvez você diga que
eu sou um sonhador
Mas não sou o único
Desejo que um dia
você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só

Imagine não existir posses
Surpreenderia-me se você conseguisse
Sem ganância e fome
Uma irmandade humana
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas não sou o único
Desejo que um dia
Você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só